
domingo, dezembro 31, 2006
Révillon de Pierrot

segunda-feira, dezembro 25, 2006
sexta-feira, dezembro 22, 2006
Sorriso de Pérola.

quarta-feira, novembro 29, 2006
O Sentimento
sábado, novembro 25, 2006
entre, de modo indefinido
sábado, novembro 18, 2006
Romance de Boa-fé
No topo de uma escola.
No topo do sexualismo.
Não podem malograr.
[Amadeus]
Não se anime tanto, menina. Te direi a verdade, antes, de fato, que seja tarde. Sim, sou um namorado bacana. Sou lindo e atencioso ao ponto de que, mesmo quando não mandando flores, é como se sempre as recebesse. Sou verdadeiro, leal, romântico, feliz e choro de felicidade constantemente. Olharei em seus olhos, entrarei em sua alma, gostarei de seus fazeres e te deixarei dormir como uma estátua de mármore, não porque fria, mas por demais bela. Te adornarei diariamente e escreverei muitos e-mails, mandarei muitos poemas, pensarei muito e redigirei muitas e muitas cartas, muitas delas não mandadas.
Mas ai, minha futura Linda...
Abandonarei, enfim, que pouco é para sempre. E, aviso, sou um péssimo es-namorado. Olharei pelos corredores, num querer ser e não ser amigo. Sentirei saudades. E nunca, nunca desaparecerei. Nunca deixarei de te amar. Nunca de deixarei só. Viverei em seu encalço.
E você, em volúpia de liberdade, sofrerá, enfim...
Ou sofrerei eu, repito, que muito do amor meu é pra sempre.
quarta-feira, novembro 15, 2006
... a própria vida? Singela e arrebatadora.

Os Oim Do Meu Amor
Os oím do meu amor
Nunca mais eu vi
Os oím dela brilhar
Nunca mais eu vi
Os oím do meu amor
São dois jarrinho de flor
E todo mundo quer cheirar
Encontrei teus olhos no fundo de minha gaveta. Embrulhados em papel de seda e perfumados de Jasmim.
Junto a livros e discos queridos. E duas flores. Uma, o girassol. Outra, o cravo. Da terrinha...
terça-feira, novembro 14, 2006
Um Ferro
É como um ferro quente. Na pele não se escapa das conseqüências. Como eu sempre digo: as coisas implicam em muitas coisas. E um relacionamento, implica em alguma queimadura.
Mas não, não seria uma marca negativa. O relacionamento queima queimaduras que são amáveis. São reconhecíveis. São viciáveis. São como marcas daquelas culturas tribais. Para os outros, nunca fazem sentidos. Para as mesmas, para os nativos, para nós mesmos, a marca que nasce no relacionamento sempre indica muito mais. Indica os rituais de iniciação anteriores, indica os desejos de mudança de classes, indica as barreiras sociais inerentes, indica a própria mudança inevitável.
Mas ainda são marcas, meninas. Que nunca, nunca se apagam. Podem ser menos patentes, mas ainda existem. Sempre existem.
O pesado mesmo é o status que as queimaduras carregam. O que as Meninas de Minha Vida pensarão de mim? Acho que sou um homem bacana.
Mas perco o sono constantemente. Sempre achando que poderia ter sido melhor. Sempre um Homem melhor.
domingo, novembro 12, 2006
Quimeras
Minhas mulheres são quimeras. Fantásticas. Não correspondem ao mesmo tempo, e justamente por isso se constituem-se como criação. Minhas mulheres são passado e presente. Por vezes, futuro. São ruivas e morenas, cabelos cacheados e lisos, com belos olhos verdes e castanhos. Negras. E brancas como marfim.
Por falar em marfim, minhas mulheres são uma preciosidade. E tenho, de fato, que matar-me todos os dias, como um grande elefante, para fazer jus a elas.
Minhas quimeras fantásticas são monstruosas. Matam-me e dilaceram-me. E por elas, somente por elas, VIVO.
Só correspondo a mim mesmo por conta delas. E por suas inteiras responsabilidades me esforço para tornar-me um homem melhor.
terça-feira, novembro 07, 2006
Mas Não

Gosta, mas não tanto. Dá beijos, mas não delonga. Segura as mãos, mas não cheira. Ama, mas não declara. Ouve, mas não escuta. Vê, mas não repara. Lê, mas não escreve. Fala, mas não abertamente. Cobra, mas não oferece. Dá atenção, mas não colo. Sai com amigos, mas não convida. Chora, mas não defronte. Olha, mas não aos olhos. Recebe olhares, mas não gosta.
Consistente, mas tem ciúmes. Viaja, mas teme trajetos. Acerta, mas teme derrotas.
Tenta viver, mas tem medo.
Tenta, mas humaniza-se em demasia, em demasia.
terça-feira, outubro 31, 2006
A Fome

O que deseja? Nada além de olhares (dele) olhando-a como a um magnífico presente diário, todo dia; olhares como que diriam: "Que sorte eu tenho".
E dormiu, bêbada de um pequeno copo de leite...
Quase sem fome. Que ela nunca acaba.
sábado, outubro 28, 2006
O Tempo e o Touro

Hoje é dia 28 e o Touro olha o vermelho. Aquele homem que ali está é como o Tempo, e é assim que o animal o olha.
terça-feira, outubro 24, 2006
Bons Homens, aqueles Elfos...

sexta-feira, outubro 20, 2006
Ela é o Louvre

A Minha Linda?
A Minha Linda... Sei lá. Disse-me que tenho um brilho nos olhos. O brilho nos olhos, já disse aqui, é fundamental.
Mas Minha Linda fundamenta-se pelos dentes, ou melhor, pelo sorriso. Ela é Linda, e, Minha Linda, brilha nos olhos quando sorri. Como que automático. Como que uma decorrência natural de todo sorriso. Sim, em Minha Linda o sorriso é a própria causa de todo brilho, nos olhos, em tudo.
Em Minha Linda, então, o sorriso é o fundamento, a capacidade de rir de quase tudo e emitir luz. O sorriso de minha linda não cabe entre os lábio, deve, sua alegria, extravasar o limite dos lábios em batom.
Gosto dos batons de Minha Linda, gosto da meticulosa elegância em combinar cores, gostos, paladar. Da vida, em sí... Da sua exigência naquilo que deve ou deveria ser. E isso não seria geral para todas as lindas do mundo. Não, minha linda implica num elitismo, numa exigência, numa elegância que seria insuportável em quaisquer outras lindas. Outras lindas devem ser descoladas, a minha não. Deve ser exigente, e é Linda exatamente por isso.
A minha linda é o Louvre. Gosto muito da Feira de Caruaru, do Pelourinho, de Samba, da Lapa. Mas minha linda perderia a viajem em tudo isso.
Afinal de contas, Ela é Minha Linda e, como tal, não poderia ser diferente.
bela.
Mas não, não em Minha Linda.
segunda-feira, outubro 16, 2006
Um monte de cotovelos...

Isso pelo seguinte, pessoas alegres se sustentam não nos cotovelos, mas no sorriso, ou naquele sorvete de creme...
Ps. 2: Achei que estava faltando um Homem Acotovelando...
domingo, outubro 15, 2006
Azeitonas
Sentia-se só e solitária. O que na verdade são coisas ligeiramente diferentes.Foi à geladeira como quem procura um abraço. Viu um vidro de azeitonas. Adora azeitonas. Foi sem mudar a fisionomia, mas com alguma esperança. Não conseguiu, no entanto, vencer o pote. Abriu a geladeira e guardou as pequenas esperanças verdes, que não poderiam ser de outra côr.
Guardou-as como quem guarda a sí mesma.
Permaneceu, depois, sentada. Como uma tampa invisível.
quinta-feira, outubro 12, 2006
A primogênita
Nos mais ou menos 7 anos seguintes, nunca tive qualquer "ficante" por mais de 3 encontros. Passava meses sozinho. E me esforecei, cada vez mais, em ser atencioso, já que me sentia mal ao lado dos meus amigos, sempre com muitas "ficantes", e eu sempre o pato feito da turma.
Pensando nisso, é muito engraçado. Hoje, de fato, minha autoestima é realmente grande. São poucas as mulheres que me assustam, que fazem-me sentir completamente impotente, que fazem-me fugir. Sou, quase sempre, hoje, somente parcialmente minguado.
Com a menina precebi que mesmo tendo certeza de que ficaria com ela no dia seguinte, nao há nada no mundo que garanta o desejo, o amigo, o amor, a outra pessoa. É claro que isso é uma implicação lógica complicada, já que era tão novo, e somente fui amar muitos, muitos, muitos anos depois. Não foi, pois, a menina que fez-me entender, mas a partir dela.
Mas foi o início, onde percebemos que, a qualquer momento, sendo não dada uma atenção, podemos perder-nos e perder os outros.
(Esta postagem acabou por ficar bem parecida com uma outra que eu li, mas não foi um plagio. A falta de apreço pode ter uma capacidade pedagógica muito maior do que pensamos.)
Em tempo: os meus amores também me ensinaram muito, e só depois de ser amado é que pude amar. Mas isso é assunto para outra situação.
ps.: meu pc está com problemas, entao, hoje, nada de letras coloridas, fotos, ou texto justificado. Estou sem mouse.
sexta-feira, outubro 06, 2006
O carinho pode acabar entre 'os seletos', o respeito e a polidez... não.

Ela é pesada, penosa, linda. Sempre quer saber das coisas de modo escancarado. Sempre acha que deixaram de dizer algo. Sempre acha que a odeiam ou amam. Porque ela á assim, ama ou odeia, e se incomoda com o mais absoluto consenso. Não consegue não dar atenção. Não evita a cerveja, quer saber como seus amores estão, quer falar sobre tudo. Quer matar a aula, tomar a tequila e discutir sobre as questões etéreas e vulgares. Ir à sinuca, ao cinema, achar um local seguro para comprar maconha, comprar sorvete, comprar cachaça, tomar chimarrão, fumar cigarros, ler suas obrigações acadêmicas, ler suas obrigações cotidianas; ler as pessoas.
Isso poderia ser um processo: ela tem obrigação com as pessoas. Não nega e não gosta de negações. 'Não me neguem', quase diria, como quem pede para não ser relegada ao passado. Não quer ser o passado, e isso reflete sua incapacidade de lidar com o tempo. Não, não que tenha dificuldade com as rugas, cabelos brancos ou o futuro peito caído - ou melhor, os dois peitos... Tem dificuldade com as relações caídas, com a rotina, consigo mesma, com o tempo que a domina. Ela é improdutiva, não entrega as atividades, não lembra dos compromissos correntes, tem dívidas mais sublimes: com as pessoas.
Ela quer, então, ser cercada. Quer os seus semelhantes e os seu quase semelhantes. Ser cercada por eles, dialogar. Não muitas pessoas, mas as seletas.
Sobretudo, pessoas, ela não gosta do descaso. Façam um favor, se despeçam caso queiram distância. Sejam atenciosos e digam a ela no caso de uma necessária distância, no caso de uma necessidade de descanso para com o perfil tão difícil dessa garota. Não saiam simplesmente. Digam ‘oi’, perguntem ‘como está’, sejam polidos. Ela precisa disso: polidez. Polidez, gentileza, educação e carinho. Ou melhor, não tanto o carinho. Ela resiste à falta de um carinho tópico, determinado. Ela precisa, na verdade, do mais profundo respeito. Respeito e polidez, quase todas elas precisam...
quarta-feira, outubro 04, 2006
Fodam-se
Minha vontade é não pensar em nada que me faça odiar meu trabalho e em nada que me faça ter a convicção de milhões de reais do contribuinte mal empregados. Minha vontade é ter convicção de as pessoas sabem para que serve um cientista social. Afinal de contas, todo mundo sabe o que faz um arquiteto, mesmo que ele faça cadeiras ao invez de plantas de casas...


