sábado, junho 30, 2007

II

Pediu um wisk. Virou-o rapidamente e olhou-a novamente, naquele café logo ao lado. Seguiu em passos firmes, que se fosse comedido sairia correndo. O medo do encontro. Como ela estava de costas, acabou não vendo-o.

- Martha Verônica.

Virou-se rapidamente, como se o tom de voz não tivesse mudado nada, como que adivinhando o som do cheiro antigo. Sorriu um sorriso largo, bonito, ligeiramente amarelo.

- ... Pedro Nunes...

Levantou, ficou sem onde por as mãos.

Ele abraçou-a, beijo no rosto, como que tentando quebrar um gelo possível.

- Quantos anos, moça...!

- Sim, desde anos... Você estava vindo pra cá...

- E cá estou desde então.

- E bem que você disse que não sabia quanto tempo ficaria, se dois meses ou dois anos.

- E já estou a 10 anos.

- Tive notícias suas, de jornais, artigos... Parece que você conseguiu o que queria aqui... Disse, aumentando o sorriso, amarelíssimo...

- Não.

- Como não?

- Saí de meu país para fugir de você. E você esteve sempre presente.

Abraçaram-se. Um abraço apertado. Os dois com um choro, choro pequeno. E, como que por desespero mútuo, beijaram-se...

(ficou breguinha. De qualquer maneira, fica aí. E fica o nome da martha, que merece ser homenageada por ser a única que comenta coisas....)

sábado, junho 16, 2007

I


Já eram anos, estava em meados dos 30 vividos, quase uma década fora e menos calvo do que todos esperavam. Tinha ganhado um pouquinho de dinheiro, um certo reconhecimento e vários lugares onde pagavam para dizer obviedades. Conversava com muitos dos antigos através das maravilhas da tecnologia.

Escreveu dois livros, dezenas de artigos e escutava todas as músicas tradicionais de onde veio. Aprendeu duas línguas além da sua e lia bem em outras duas. Produziu programas de tv, rádio e escrevia como comentarista regularmente em dois jornais brasileiros, um inglês e três de algum outro país latino. Era conhecido como um professor acessível, não lá tão sério e rigoroso, mas odiado por várias críticas feitas a todos, que sua arte sempre foi criticar; e respeitado por muitos daqueles que sempre se calam.

E então que, andando por uma daquelas ruas cheias de turistas, viu o espectro do passado num daqueles cafés de cidade badalada. Pegou o celular, desmarcou o compromisso, sentou, observou. Somente observou, que toda coragem é pouca para enfrentar metade de seus anos de distância.

E nenhum daqueles pensadores conhecidos o ajudaria na insegurança, que já há anos, percebeu que não mudaria. De certa maneira não se aprende a viver, que ele nem pensou que, naquela mesa, a pessoa também pensava os anos, assim como anos pensando em como poderia ter sido diferente.

segunda-feira, junho 11, 2007

Recife?

Não sei. Acho que foi
uma cidade
desenhada,
desenhada
para antropólogos... A primeira desenhada no Brasil, ao que consta...






Estes Pós-modernos multi-culturalistas...

sexta-feira, junho 08, 2007

O Quão Bonito...


Se
Entre Nossas Quatro Paredes

Tivesse vivido

Entenderia


Sem Dúvida...


E é por isso.