domingo, julho 29, 2007

Vocês devem escutar essa música. Sério!!!

Tom Zé - Duas Opiniões
Tom Zé
Ridículo chorar
Patético viver
Paradoxal prazer
Apologia do sofrer (chorar é coisa do amor)
Ridiculo chorar
Amor coisa do coração
Patético viver
O coração é do sonhar
Chorar este chorinho chorar
Sonhar este chorinho chorar
Chorar é coisa do amor
Amor coisa do coração
patético viver
O coração é do sonhar
Sonhar este chorinho chorar
Apologia do sofrer

Leal, pagode, fiel, tão doce, ilusão, enganador
Não sabe quem não quer
Sincero (só) se fosse teria mais pudor
E nos sentir mulher
Mas rasga o coração (é só paixão) que gosta de sofrer
Lascivo e exalta a dor como o prazer
Porém nos laços dos martírios teus
Ou nos lírios e delírios meus
Somos a multidão
Um simples coração
Só, só
Gritando no porão

Chorar é coisa do amor
Rir rir ridículo chorar
Amor coisa do coração
Patético viver
O coração é do sonhar
Paradoxal prazer
Sonhar este chorinho chorar
Apologia do sofrer
Chorar é coisa do amor
Meu bem chora por mim
Amor coisa do coração
Meu bem chora por ti
O coração é do sonhar
Soluço pra te ver cantar
Sonhar este chorinho chorar
Cantando venho soluçar

Mais meninas vocês souberam?
Foi o pagode, foi o pagode, foi o pagode aquele
alvitero sem-vergonha, lascivo, que foi perverter
desvifiar, desatinar a coroa da inglaterra, que largou
a coroa, largou tudo, por causa desse pagode, esse
facilitador de namoro. E não respeita a uma grande
potência como a inglaterra. Que sujeito subvertedor.
da ordem, do respeito e da lei. Até na inglaterra.

Até na inglaterra
Ele destronou (aquele) um rei
Da sedução
Que por sua paixão
Abandonou o trono
A corte
E a lei
Deixou de mão
Até santo agostino
( por amor viveu)
Foi sua presa
Pecado só
E deus para espera-lo (sentiu em si)
Assistiu muita proeza
Carne e pó
No pagode
É carne
Senhor tem dó
E depois não tem lugar
De ter lugar
De ter em si
Pecado e pó
E ma ma ma ma ma ma maltratar

sábado, julho 28, 2007

Perdurar e Conviver



Pois que não vivemos pelo que vivemos, mas pelo que desejamos Viver.
Pois que vivemos pelo que Vivemos, mas não pelo que desejamos viver.


(Foto: Pierre Verger)

terça-feira, julho 24, 2007

Minhas cores?


Meu passado é creme, tal como o sorvete; branco de bolinhas pretas, tal como flocos; e azul esverdeado, que é a mistura de felicidade e saudade...

Numa foto preto-e-branca, no quadro de meu quarto, com os amores de minha vida...

E meu presente, agora, um filme francês. Tal como a foto acima.

sábado, julho 21, 2007

VERDE

Qual a cor do seu passado?

É Agora

"É agora", pensou caminhando até o bebedouro.

Ele - Ei!

Ela - Ei!

Ele - E aí, fica aqui até que horas?

Ela - Até umas cinco.

Ele - Vamos tomer uma cerveja depois?

Ela - Hã?! Não sei....... Porque deveríamos sair?

Ele - Talvez a pergunda certa seja "porque nao deveríamos sair". Se você me responder esta, respondo a segunda.

Ela - Nem te conheço direito.

Ele - Ué, é um bom modo de nos conhecermos.

Ela - Mas e aí, porque deveríamos sair?

Ele - Você quer que eu seja absurdamente sincero ou verdadeiro de modo negligente?

Ela - Absurdamente sincero.

Ele - Você é linda e sedutora. Quero conversar com você. Seria legal estarmos sozinhos e eu ver até que ponto chega o meu encanto.

Ela - Então é uma questão de Ego?

Ele - Não, quero que você ria como agora, e quero ser boa parte do motivo de sua felicidade.

Ela - Você é estranho.

Ele - A má notícia é essa. Você não tem a mínima idéia de como sou anormal. E aí, Maleta, 18 horas?

Ela - 18:30?

Ele - Okay. Tchau, mocinha!

Ela - Tchau!

segunda-feira, julho 16, 2007

As cores eram dadas...

Não quero não. Se toda essa desculpa, todo esse frio que somente esfria os dedos, se toda essa memória, esse sentimento de vida não vivida, se toda essa tristeza é tão somente um reinterar de dia após dia. Se tudo isso se conforma dessa lânguida maneira. Não, não quero não. Prefiro ser abstêmio, sóbrio, saudável.
Se toda memória conduz ao não feito, prefiro ser Pigmaleão. Vou me devotar aos livros, aos escritos e a alguma outra arte menos medíocre. Parar de comer carne e torresmo. E fazer seis refeições ao dia e assumir que minha sublimação exige o mais absoluto resguardo sexual.
Houve um tempo que todo choro era de felicidade. Um tempo em que eu era capaz de ser arrogante, sóbrio, determinado e absurdamente feliz. Um tempo em que cada momento de minha vida era o melhor momento, e em que não esperava nada do tempo, e era como se o tempo me servisse numa longa e bela sucessão.
Sim, crianças, já fui pleno. Hoje aguardo tantas coisas do tempo quanto existirão as-cores-do-mundo.

quinta-feira, julho 12, 2007

Novo Blog

Um novo blog. Porque? Porque iniciei hoje um Diário de Campo. A partir de minhas impressões sobre o trabalho na tv, produzindo um programa sobre política, e sendo, de facto, estrangeiro. "Alguem das Ciências Sociais" vivendo no meio dos "jornalistas".
Veremos se tenho disciplina para continuar com isso.

terça-feira, julho 03, 2007

memória

(la persistencia de la memoria - Salvador Dali)

Tá bom. Entrei num e-mail antigo utilizado somente para registros. E deparei-me com a total perda de memória. Fizeram-me o favor de modificar minha conta, e por conta disso perdi e-mails de brigas, cartas de amor e piadas de amigos e outros relacionamentos.

Mataram-me a memória de 4 longos anos. Essas novas medias ainda matam esse canceriano que vos fala...